Quase um mês sem postar por duas razões:
1- Tempo mais corrido com dois trabalhos
2- O tenente que senta atras de mim voltou de férias e é o responsável pelos PC's da CAP...rsrs
Enfim, agora quanto título.
Monstro: Desemprego e/ou Mercado de Trabalho.
Razão: Matérias a seguir.
Comentários: Quando eu chegar em casa.
Matéria:
***Trabalho, enfim, uma década depois***
2007 interrompe ciclo de crise do emprego, mas salário médio é menor e jovens e não-brancos ainda vão mal
DE 1987 ATÉ 2004, as condições de trabalho na região metropolitana de São Paulo deterioraram-se de maneira contínua.
Depois de quatro anos, em 2007, a oportunidade de encontrar emprego volta a níveis de 1998. O trabalho precário, o bico, porém, regrediu mais, assim como caiu o número de pessoas que simplesmente haviam desistido de procurar emprego.
Mas as condições socioeconômicas, se medidas por uma combinação de taxas de inflação e de desemprego, são as melhores em nove anos. A formalização do trabalho tem aumentado com força. Há mais colchões sociais para desempregados "formais", inempregáveis e idosos. A julgar pelo último quadriênio, inverteu-se a tendência de degradação de quase 20 anos, em um ambiente econômico mais estável.
É o que se depreende de dados do Dieese e do Seade (o "IBGE" paulista), que mantêm séries mais longas e comparáveis de dados sobre trabalho. O desemprego também é o menor desde o início dessa pesquisa (1998) em seis regiões metropolitanas do país (São Paulo, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e BH): 15,5% no total (soma de desemprego aberto, 10,5%, e oculto, 5%). A taxa ainda é alta, decerto, mas melhora faz oito meses, mesmo com o aumento da população economicamente ativa. O movimento maior vem dos empregos na construção civil, que depende do boom de crédito e da inadimplência ainda baixa. Mas ainda faltam raízes mais fundas para sustentar o ciclo de melhorias.
Em São Paulo, o desemprego aberto é o menor desde 1997 (aberto: o de quem procurou emprego nos últimos 30 dias e não trabalhou na última semana), cerca de 10%. O desemprego ocultado pelos bicos, o trabalho precário, é o menor desde 1995. Não se via desemprego oculto pelo desalento tão baixo desde 1997.
Enfim, o mercado de trabalho parece mais sensível a variações no crescimento da economia. Há alguns dados aparentemente ruins. O desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é quatro vezes maior que o dos maiores de 40 anos; cresce desde 1998, quando era 2,8 vezes maior. Pode ser que parte desses jovens tenha ficado na escola. Mas a deterioração não é bom sinal.
Péssimo mesmo é que, na média de 2007, o desemprego entre não-brancos foi 22% maior que entre os brancos. A situação tem melhorado desde 2002, mas tal diferença, na média, ficou em 26% desde 1985. A discriminação real é uma craca.
O trabalho em São Paulo degradava-se desde o Real -a metrópole foi muito atingida pela abertura comercial, que levou empresas a enxugamentos radicais em busca de eficiência ou mesmo a se transferirem para o interior paulista e outros Estados (e, ainda, depois de três anos de alta, o emprego industrial volta a estagnar). A renda real ainda é inferior à de uma década atrás, no que a cidade, na média, se compara mais ou menos ao resto do país. Há mais gente empregada ganhando menos.
Houve uma socialização medíocre da renda do trabalho (ao que parece, só a do trabalho) -as classes médias perderam mais renda nesta década. Mas é evidente que, em 2007, confirmou-se um ciclo de melhora das condições de trabalho, com inflação mais baixa e menos volatilidade na economia. É algum progresso.
Link:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1402200810.htm