segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Where you lead...



Hoje uma amiga querida, a Bela, me mostrou um site da wikipedia que me fez reviver minha série americana preferida: Gilmore Girls. Ok ok, se vc acha melosa, ou uma série sobre nada, desculpe mas vc não prestou atenção nos dialogos impagaveis de Gilmore.

Vede os exemplos:

Rory: I’m going to a serious school now, I need serious paper.
Lorelai: Paper’s paper.
Rory: Not at Chilton.
Lorelai: Alright, fine. Here is your serious paper.
Rory: Thank you.
Lorelai: Ooh and here are your somber highlighters, your maudlin pencils, your manic-depressive pens.
Rory: Mom.
Lorelai: Now these erasers are on lithium so they may seem cheerful but we actually caught them trying to shove themselves in the pencil sharpener earlier.
Rory: I’m going home now.
Lorelai: No, wait! We’re going to stage an intervention with the neon post-its and make them give up their wacky crazy ways.
***

Lorelai: Oh (in a whiny tone). I want a pet.
Rory: You have me.
Lorelai: You won't bring me my slippers in the morning.
Rory: I might if you had slippers.
Lorelai: Will you wear a collar?
Rory: No.
Lorelai: It'll be pink!
Rory: You're sick.
(Retirados de http://en.wikiquote.org/wiki/Gilmore_Girls/Season_1)

Para além dos dialogos talvez o que sempre me atraira na série fosse a genial relação entre as Lorelais (sim a Rory também se chama Lorelai). Creio que seja coisa de TV mesmo. Vi um outro filme que retrata relação de mãe e filha este fim de semana. Sonata de Outono, do Ingman Bergman. Relação oposta a de Gilmore, conturbada, que, conforme as duas se desabafam conseguem trazem frios na espinha do espectador. Com frases como "Será legado da filha carregar o sofrimento da mãe"; o filme, o qual vi com minha mãe ao lado ironicamente, foi-me tão impactante quanto nenhum dialogo havia sido antes. Não sei bem porque, talvez por ser para mim uma das relações que eu tenha mais problemas e alegrias, ou talvez por que é algo que fala com qualquer um, o sofrimento daquela filha e sua mãe famosa; mas a cada palavra a cada olhar você consegue ver a dor, o alivio, o odio, tudo aquilo misturado na palavra mamãe, pronunciada por Eva (a filha) pelo filme.

O filme também tem uma atuação genial da irmã de Eva, a Helena, que tem problemas de paralisia. A menina que faz a "Lena" é incrivel, não poderia ser melhor, ninguem poderia dizer que fosse uma atuação caso visse pessoalmente.

Este não foi o unico filme destes ultimos tempos. Tenho visto filmes antigos, alguns que eu gostei, outros nem tanto, alguns que dormi vendo, outros que me prenderam como nunca antes, e talvez, para continuar me deliciando com as imagens dos filmes conforme escrevo, utilize este blog como via de escape das opiniões quanto aos filmes. Ou talvez não. Veremos.

Nada mais.


2 comentários:

Anônimo disse...

Talvez, sim...
Pois poucas vezes vi um comentário de filme tão bom. Tão sincero.
Talvez ele tenha te tocado muito mais do que você consegue descrever. Não: eu é que não tenho o poder de captar. A sensibilidade de sentir o que sentiu. Talvez, somente passando pelo que passa e o que passou.
E o filme retratou isso pra você. Te fez sentir. E, por isso, foi tão bom!

Bella Ramos disse...

É bom quando somos tocadas de forma profunda por algo...
E que bom que, mesmo sem querer, eu tenha te proporcionado alguns bons momentos te apresentando aquela coisa linda do wikiquote...